A guerra do Paraguai e as tristes verdades sobre a participação brasileira

  • Posted on janeiro 20, 2012 at 0:34

Geralmente quando falamos sobre a guerra do Paraguai, automaticamente possuímos um sentimento patriótico pelo fato deA guerra do paraguai um massacre termos derrotado o Paraguai. Por muito tempo os efeitos do positivismo dominou, e ainda domina muitas mentes, onde apenas os feitos e personagens “heróicos” são relatados pela história. Mas fatos não podem ser omitidos ou camuflados por senso de patriotismo como o governo americano fez na última década, que movido por interesses econômicos e políticos, vendeu a idéia de que procurava acabar com o terrorismo no Oriente médio, levando a morte centenas de inocentes no Afeganistão e depois no Iraque.

Mas como o assunto é a guerra do Paraguai, não podemos deixar de falar sobre os reais motivos da invasão por parte da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai). A Inglaterra estava inquieta com o incrível crescimento econômico que ocorria no Paraguai, de maneira que este país importava poucos produtos e se mostrava próspero em todos os aspectos. Afinal o que seria se os demais países da América Latina começassem a se espelhar no modelo econômico do Paraguai? Seria o fim da dependência econômica para com as potências européias em especial os britânicos?

O grande problema do Paraguai é que ele não possui saída para o mar, sendo assim, dependia dos países vizinhos para realizar suas exportações. Como havia acordos entre o governo brasileiro e português,A guerra do Paraguai mães e crianças bem como entre portugueses e ingleses, o Brasil financiado pela Inglaterra, entrou na Guerra, onde a Argentina e o Uruguai também participaram. Os livros de história pouco mostram o que realmente houve nesta guerra, mas os registros tanto brasileiros, quanto paraguaios, mostram a realidade dos fatos. Júlio José Chiavenato é um dos poucos autores que se aventura a descrever os horrores cometidos pelo exército brasileiro, em sua obra “A Guerra do Paraguai“, vemos o relato de que após Duque de Caxias se recusar a entrar no Paraguai para capturar o presidente Solano López, quem assume o exército brasileiro é o Conde D’eu, esposo da princesa Isabel. É sob ordens dele que os soldados brasileiros colocam fogos em hospitais lotados de feridos de guerra ou não, comanda o massacre a um exército de 25 mil meninos, que possuíam a idade entre 8 a 12 anos. Infelizmente há muito mais do que contar, mas vamos deixar pra outro post, mas não deixe de buscar mais sobre este tema que é uma verdade inconveniente ao Brasil.

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