Fim da escravatura e as suas conseqüências no Brasil

  • Posted on junho 21, 2012 at 1:15

Nas décadas finais do século 19, a Inglaterra pressionava os países europeus que ainda possuíam colônias com base em mão de obra escrava, a decretarem o fim da escravatura. Não que a Inglaterra desejasse vida melhor para todo o indivíduo que era sujeito a esta condição, ou fosse a heroína dos escravos, mas ela vivia o auge da Revolução industrial, onde suas máquinas precisavam ser exportadas ao mundo todo, sendo que a mão de obra humana em grande parte precisava ser descartada, principalmente no caso da América do sul onde os grandes latifundiários investiam em escravos e não em máquinas.

Outro interesse econômico da Inglaterra no fim da escravatura, consistia em que se o escravo não possui salário, em consequência não pode comprar, o que era um retrocesso ao avanço para o sistema capitalista. O processo do fim da escravatura ocorreu de forma progressiva no Brasil por meio de leis, que segundo Joaquim Nabuco, vieram para atrasar o trabalho do movimento abolicionista, (em outro artigo falaremos mais sobre estas leis). No entanto, quando a Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel, a política brasileira não havia feito nada para adaptar aqueles que agora seriam “livres”, isto é, não receberam nenhum curso profissional para lidar com as máquinas que viriam da Europa. Em consequência disto, foram isolados da alta sociedade e formaram as grandes populações em morros, conhecidas como favelas, vistas atualmente nas grandes cidades do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo. Assim veio o incentivo de imigrantes de várias nações europeias e também do oriente para trabalharem com as máquinas.

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