O trabalho escravo continua mais ativo do que podemos imaginar

  • Posted on janeiro 19, 2012 at 22:48

Sempre que mencionamos o trabalho escravo ou ouvimos falar dele, temos o costume de relacioná-lo à raça negra, que após séculos deO trabalho escravo é degradante exploração da África, deixou seqüelas irreparáveis em diversos países daquele continente. Ou quem sabe imaginar o período das grandes navegações em que os portugueses chegaram ao Brasil e durante séculos se utilizou da mão de obra escrava, quer seja quando Colônia ou quando Império, onde inicialmente os povos indígenas foram forçados a este regime e em seguida os povos africanos.Tal análise deve ser aprofundada com lentes mais atualizadas.

Mas quando analisamos o comportamento da política brasileira quando disse que “acabaria” com o trabalho escravo, na realidade foram criadas leis que segundo Joaquim Nabuco, “só atrasavam o processo de abolição”, como a Lei do Ventre livre, a Lei do sexagenário e a Lei Eusébio de Queiros. O motivo do atraso podemos ver por meio da Lei do Sexagenário, onde o escravo que atingisse 60 anos de idade ficaria livre, o que soava como piada nas senzalas, pois raramente um escravo chegaria a esta idade devido aos maus tratos e péssimas condições de saúde da época.

Mesmo após ser “abolido” o trabalho escravo por lei, podemos encontrarO trabalho escravo é um vergonha em nossos dias, situações que se enquadram vergonhosamente como escravidão. Diversas pesquisas mostram que as regiões que possuem menos fiscalização, como o norte e nordeste do país, há proprietários de terras que insistem como patrões coronéis, pois recrutam pessoas para trabalhar em lavouras de cana-de-açúcar ou carvorarias, com promessas que nunca vão cumprir, pois é criada uma estrutura no local de trabalho, onde é descontado do “funcionário” praticamente tudo e mais um pouco, de maneira que o trabalhador não vê outra saída senão sobreviver em meio à exploração.

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